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XX ENEFON no Jornal do CFFa

In ENEFON on 10/11/2009 at 01:19

Saiu no Jornal do Conselho Federal de Fonoaudiologia, número 42 de julho-setembro de 2009, uma matéria sobre o XX ENEFON.

Segue a reportagem na íntegra:

Enefon 2009 valoriza intercâmbio
entre alunos e proissionais

Entre 10 e 17 de julho, Maceió/AL recebeu cerca de 150 estudantes de Fonoaudiologia.  Mais  do  que conhecer as belas praias da região, os alunos estavam interessados em discutir o ensino e a proissão durante o XX Encontro Nacional de Estudantes de Fonoaudiologia (Enefon). Nada mais propício do que um evento que contava com o tema A Fonoaudiologia por uma educação além da Universidade. A  organização  do  encontro  ficou por conta da Diretoria Executiva Nacional dos Estudantes de Fonoaudiologia, dos estudantes de Fonoaudiologia da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Unicisal) e do Diretório Acadêmico da universidade. O CFFa esteve presente com estande para divulgar a atuação e importância dos Conselhos Regionais  e  Federal  e  dos  sindicatos para a profissão.

A vice-presidente do CFFa, Sílvia Maria Ramos, participou da mesa de abertura e da mesa sobre Ciência fonoaudiológica e suas entidades. A assessora técnica do CFFa, Talita Freitas Leite, participou de discussões em grupos de trabalho sobre Saúde e Educação.

De acordo com Ítalo Rocha, estudante do 6º período da Unicisal e membro da comissão  organizadora  do  Enefon  2009, o evento se destacou dos anteriores por abordar desde a estrutura do mercado de trabalho e da educação até os eixos cientíico e extracurricular. “Conseguimos juntar alunos do primeiro ano e proissionais da área, o que enriqueceu bastante o debate”.

Para Ana Carolina de Melo, também da comissão organizadora e aluna do 4º semestre da Unicisal, a discussão sobre a formação proissional e política – tema que geralmente ica fora da sala de aula – foi grande diferencial.

No entanto, a participação nessa edição do encontro foi menor do que o esperado. “Geralmente temos entre 200 e 300 participantes. Neste ano foram apenas 150, mas para a gente foi bem positivo, principalmente pela convivência entre os participantes”, diz Ana Carolina.

Ítalo, que participou dos últimos dois encontros – em São Paulo e em Salvador –, diz que, por ter tido público menor, essa edição foi mais focada. “Nos outros anos tinha muita evasão; [o evento] era muito grande, e as pessoas iam fazer turismo. Neste ano, quem estava aqui eram pessoas que estavam interessadas no encontro”, avalia.

Palestrante do encontro pela terceira vez e participante da mesa principal deste ano, Marcus Valerius, fonoaudiólogo que está fazendo residência em Audiologia, ressaltou a integração entre proissionais e estudantes. “Não existe hierarquia dentro do encontro. Os estudantes não estavam aqui apenas para ouvir,  eles  se  colocaram  bastante.  E, com isso, ganhamos, qualitativamente, muito em relação aos outros encontros”, garantiu.

MOBILIZAÇÃO. “Costumo  dizer  que o movimento estudantil é a etapa mais importante na formação de um profissional”, diz Mateus Lima, aluno do último ano da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para ele, o Enefon oferece um espaço para manter a mobilização dos estudantes ativa e conhecer a realidade de outros estados.

Amanda Brait, aluna do 6º semestre da Universidade de Campinas (Unicamp), concorda: “Uma vez por ano a gente tem a oportunidade de se reunir para discutir assuntos como a democratização da Saúde e a privatização do Sistema Público de Saúde (SUS)”.

Para ela, durante o encontro é possível conhecer as diferenças do ensino da Fonoaudiologia e do mercado de trabalho em outros estados, além de discutir temas que não fazem parte do ensino universitário, como políticas de saúde.

O  residente  em  Audiologia  Marcus Valerius assegura que o estudante que passa pelo Enefon tem formação diferenciada. Ele explica que o encontro favorece a politização dos fonoaudiólogos e coloca em pauta o ensino da proissão no País. “Saúde também inclui educação, trabalho e lazer”, conclui.

Na  plenária  de  encerramento,  os estudantes elaboraram documento inal com posicionamentos discutidos durante o encontro. Para Talita Freitas, a discussão foi profunda, coesa e de acordo com as necessidades de estudantes e proissionais de Fonoaudiologia e de toda a sociedade brasileira. “Daí a importância desse documento final. Ele se constitui instrumento  catalisador  para  fomentar mudanças”, airma.

Proissionais para a Saúde

Um assunto que permeou boa parte das discussões do Enefon foi a atuação do proissional de Fonoaudiologia em diversas áreas. “A concepção de organização proissional vem cada vez mais inserida em outros setores”, explica Ana Carolina de Melo, uma das organizadoras do encontro.

Amanda Brait Verbeto, aluna do 6º semestre da Universidade de Campinas (Unicamp), defende formação mais generalista, para ampliar as opções de atuação. Segundo ela, o fonoaudiólogo deve representar um proissional para a Saúde e não de Saúde.

O palestrante Marcus Valerius acredita que a Fonoaudiologia se encontra isolada dentro da Saúde. Segundo ele, isso acontece porque os próprios proissionais se isolam e não conhecem outras ciências. “É preciso trazer a Fonoaudiologia para esse campo maior.”

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